Pesquisa

Projetos concluídos

PROJETO REGE – Reelaborações de Gêneros em Redes Sociais (Etapa IV)


Duração: 2014 – 2015

O presente projeto de pesquisa tem o interesse de por em destaque aspectos da construção de identidades dos atores das redes sociais Facebook, Twitter e Instagram. Para isso, o objetivo geral consiste em analisar as relações de individualidade e pertença presentes na construção de fachadas identitárias nessas redes sociais, considerando a manipulação de aparência e maneira nas escolhas visuais e discursivas feitas por esses sujeitos, nesses espaços. Nosso aporte teórico é constituído pelas formulações de Goffman (2011) acerca da representação do eu nos eventos cotidianos, bem como pela sua aplicação à analise de redes sociais, empreendida por Sá e Polivanov (2012; 2013) e por Recuero (2013). A metodologia será de base qualitativa com viés etnográfico e mobilizará como técnica de geração de dados a captura de imagens e de textos produzidos pelos atores em seus perfis nas três redes em questão.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Ana Lívia Alves
Aucelia Vieira Ramos
Erasmo de Oliveira Freitas
Márcio Sales Santiago
Sayonara Melo Costa
Rafael Rodrigues da Costa
Vicente Lima-Neto




Projeto TERMIREDES – Terminologia das Redes Sociais no Brasil


Duração: 2014 – 2015

O projeto Terminologia das Redes Sociais no Brasil (doravante Projeto TERMIREDES) comporá uma pesquisa terminológica cuja finalidade é a de levantar dados que nos permitam discutir sobre as características constitutivas do léxico das redes sociais digitais. Em função disso, as questões de partida são: 1) quais são as características essenciais e periféricas do gênero textual tutorial de redes sociais? 2) de que forma a interferência de outras áreas de conhecimento, como a Informática, influencia na formação da terminologia presente nesse gênero? Os objetivo a que nos propomos alcançar são: 1) contribuir para o avanço dos conhecimentos teóricos sobre a terminologia, através da sistematização, interpretação e divulgação de resultados decorrentes do exame de tutoriais de redes sociais na Internet no Brasil; 2) descrever, fundamentado na constituição estrutural, o conjunto terminológico presente nas redes sociais. A metodologia será iluminada pelos postulados da Linguística de Corpus. O processo de coleta e seleção dos termos irá apoiar-se na leitura e análise dos tutoriais que constituem o corpus. Após esta etapa, faremos o lançamento dos dados em fichas que serão arquitetadas e elaboradas em uma base de dados no programa Microsoft Access, no intuito de que não ocorra uma escolha livre ou não sejamos levados a inserir termos, unidades ou expressões que não fazem parte do léxico dos tutoriais.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Juliana Bicalho Pinto
Márcio Sales Santiago




Projeto LETRAS – Letramentos Acadêmicos (Etapa I)


Duração: 2014 – 2015

O presente projeto de pesquisa intitulado Letramentos Acadêmicos (doravante Projeto LETRAS) tem o interesse de por em destaque os aspectos ocultos dos letramentos acadêmicos de estudantes do Curso de Letras da UFC vinculados ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC). Para isso, o objetivo geral é o de analisar a inserção desses estudantes nas práticas de letramentos acadêmicos exigidas pela iniciação científica nessa área, considerando o modo como eles lidam com as relações de poder que enfrentam, a apropriação de saberes relativos à produção dos gêneros acadêmicos e os significados que eles atribuem a essa experiência. A base teórica advém da perspectiva dos New Literacy Studies concebida nos estudos de Street (1984; 1988) e colaboradores, além da própria noção de academic literacies de Lea; Street (2006) e aspectos escondidos (Street, 2010) e/ou ocultos dos letramentos acadêmicos de Corrêa (2011), Komesu (2012) e Komesu; Gambarato (2013). A metodologia será de base qualitativa com contornos etnográficos e mobilizará como técnica de geração de dados a criação de um grupo de discussão no Facebook, entrevistas semiestruturadas e coleta de gêneros produzidos pelos bolsistas.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Andréia Turolo da Silva
Bruno Diego de Resende Castro
Emanoel Barbosa de Sousa
Francisco Rogiellyson da Silva Andrade
Janyele Gadelha de Lima
Regina Cláudia Pinheiro




Projeto REGE – Redes sociais e reelaboração de gêneros (Etapa I)


Duração: 2011 – 2012

O projeto "Redes Sociais e Reelaboração de Gêneros" (doravante Projeto REGE) faz parte de uma ação integrada de pesquisa em desenvolvimento pelo grupo Hiperged, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGL), da UFC, em parceria com pesquisadores de outras universidades. É na releitura que Costa (2010) faz da subcategorização do conceito de transmutação proposto por Zavam (2009) que o projeto REGE se ajusta. Se Costa (2010) examinou o fenômeno da reelaboração criadora de gêneros no site Youtube, um dos grandes espaços de troca e interação da internet mundial, com o presente projeto, pretendemos ampliar a visão para outros espaços de reconhecida relevância como ambiente de práticas de linguagem: as redes sociais da internet. Nesse sentido, pretendemos analisar o Facebook e o Twitter, sob a perspectiva que utentes fazem da linguagem. Assim, nos perguntamos, o que as pessoas fazem com a linguagem quando elas respondem às seguintes perguntas das redes sociais: What?s happening? (no caso do Twitter) ou What?s on your mind? (no caso do Facebook). A nossa hipótese é a de que os gêneros que organizam as práticas discursivas nessas redes sociais apontam para um absortivo movimento de reelaboração criadora que transita entre a estandardização e a emergência. Com base nessas considerações, a relevância do projeto REGE consiste em, por um lado, contribuir com os estudos em Linguística Aplicada interessados pelas relações entre linguagem e tecnologia e, por outro lado, ao estudar o processo de reelaboração de gêneros, testar/sugerir métodos de análise para o estudo de gêneros digitais praticados nas redes sociais.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Ana Maria Landim Felix
Elisângela Oliveira Viana
João Paulo Eufrazio de Lima
Rafael Rodrigues da Costa
Sayonara Melo Costa
Vicente Lima-Neto




Projeto MELTEC – Metodologia dos estudos em linguagem & tecnologia: o estado da arte (Etapa II)


Duração: 2011 – 2012

Este projeto, com o apoio de uma bolsa PIBIC do CNPq, realiza uma investigação intitulada Metodologia de Estudos em Linguagem e Tecnologia: o estado da arte (doravante MELTEC). Em desenvolvimento no grupo de pesquisa Hiperged, o MELTEC tem por finalidade, por meio do estado-da-arte, estudar as metodologias das dissertações e teses defendidas no Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGL) da UFC para compreender como a Linguística está incorporando as práticas de linguagem na internet em sua agenda de pesquisa. O MELTEC entra em sua segunda etapa com o objetivo de aprofundar uma análise qualitativa dos procedimentos metodológicos das dissertações e teses defendidas no PPGL a fim de categorizá-los quanto a sua relação com os temas mais recorrentes, às construções metodológicas originais nesses estudos e às relações entre a abordagem metodológica por eles anunciada e a perspectiva teórica que os fundamenta. Ajustar a lupa da análise qualitativa para as metodologias desses trabalhos é importante porque acreditamos que a metodologia passa ao largo de ser reduzida à uma sessão (ou capítulo) do projeto, tese/dissertação que deve ser cumprida pelo candidato, mas ela pode revelar epistemologias de uma área de estudo (SOUSA SANTOS, 2006). Subjacente a escolha pelo estudo das metodologias, está a pergunta que norteará a segunda fase da pesquisa: Que epistemologias acaudilham as escolhas metodológicas dos mestrandos/doutorandos que defendem suas pesquisas na área de linguagem e tecnologia no Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFC? O projeto MELTEC não é uma ação isolada, mas faz parte de uma investigação nacional, desenvolvida como uma atividade integrada pelos pesquisadores que compõem o GT de Linguagem e Tecnologia da ANPOLL e com um estágio de pós-doutorado que desenvolvemos na UFMG com a mesma temática.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Alcilene Aguiar Pimenta




Projeto REME – Relendo metodologias: 10 anos de pesquisa em linguagem e tecnologia na UFMG e na UFC


Duração: 2011 – 2012

Com o presente projeto, objetivamos não apenas registrar a história de 10 anos da pesquisa em Linguagem e Tecnologia no Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos (da UFMF) e no Programa de Pós-Graduação em Linguística (da UFC), mas também colaborar no conhecimento que este estado da arte nos trará acerca do quadro epistemológico que vem se formando sobre essa temática. Esperamos, portanto, realizar o estado da arte em termos de temas, construção do objeto de estudo e de metodologia de pesquisa com base na catalogação das dissertações e teses produzidas no PosLin e no PPGL envolvendo práticas sociais da linguagem mediada pela tecnologia digital.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva




A pesquisa em Linguagem e Tecnologia: o estado da arte no Brasil


Duração: 2010 – 2012

Tendo em vista a crescente inserção de pesquisas sobre linguagem e tecnologias nos programas de pós-graduação em Letras, Linguística e Linguística Aplicada, resolvemos criar um Grupo de Trabalho, reunindo pesquisadores de várias instituições brasileiras. Inicialmente, os trabalhos se concentrarão em conhecer o próprio campo e suas diversas linhas temáticas, tais como: estudos sobre hipertexto; descrição de gêneros digitais; literatura e informática; recursos didáticos impressos e virtuais, estudos sobre multimodalidade; ensino mediado por tecnologia; interação mediada por tecnologia; ambientes de ensino-aprendizagem mediados por recursos tecnológicos; tecnologias e mediação de experiências multilíngues; aprendizagem colaborativa on-line; formação de professores; novos letramentos/letramentos digitais e formas variadas de apropriação tecnológica em contextos escolares e não-escolares. A primeira justificativa para a criação de um Grupo de Trabalho em Linguagem e Tecnologias é a necessidade de formalizar e ampliar uma rede de pesquisa que se iniciou informalmente entre docentes de vários programas de pós-graduação do país. Por sermos todos testemunhas do nascimento das tecnologias digitais e efeitos e implicações da sua difusão para o campo dos estudos da linguagem, sentimos a necessidade de registrar a história da pesquisa Brasileira em Linguagem e Tecnologia em nossa área. Faz-se necessário mapear o que já foi feito e como foi feito, visando dar conta desses efeitos e implicações, daí nossa opção por inserir um foco especial em metodologia de pesquisa. O projeto conjunto justifica-se ainda pela necessidade de agregar formalmente pessoas com interesses comuns de forma a possibilitar colaboração mais efetiva entre grupos de pesquisa brasileiros e internacionais.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Ana Elisa Ribeiro
Antônio Carlos Xavier
Carla Viana Coscarelli
Denise Bértoli Braga
Fabiana Komesu
José Vilson Leffa
Kátia Cristina do Amaral Tavares
Marcelo El Khouri Buzato
Reinildes Dias
Ucy Soto
Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva




Práticas de linguagem na web: links entre gêneros, letramentos, hipermodalidade e convergência de mídias (Etapa II)


Duração: 2011 – 2012

Este foi um projeto de pesquisa integrado, desenvolvido pelo grupo de pesquisa Hiperged, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGL), da UFC, em parceria com pesquisadores de outras universidades. Tratou-se da execução da segunda etapa do projeto intitulado "Práticas de Linguagens da Web: links entre gêneros, letramentos, hipermodalidade e convergências de mídias (Etapa I), cujo início foi no ano de 2009 e se estendeu até julho de 2010. Durante esse período, o grupo conseguiu alcançar os objetivos a que se propôs, tais como estudar a intergenericidade na web, com foco nas mesclas genéricas que se apresentam no scrap do Orkut; investigar as relações entre hipertextualidade e letramento digital crítico em cursos da EaD promovidos pela UFC Virtual, com especial atenção ao material didático do AVA de línguas e investigar como as características da hipertextualidade relacionadas à produção e difusão de vídeos do Youtube se incorporam aos gêneros e formatos televisivos. Essa experiência já permitiu, até o momento, construir dados importantes produzidos para três dissertações de mestrado concluídas no grupo (LIMA-NETO, 2009; LIMA, 2009 e COSTA, 2010) e que estão sendo apresentadas e discutidas dentro e fora do PPGL, em eventos importantes, como o II Encontro Nacional sobre Hipertexto, o II Colóquio sobre Hipertexto, o I Encontro Internacional de Texto e Cultura, Congresso Internacional organizado pela Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN) em 2009, dentre outros eventos da área de igual importância.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Carla Poennia Gadelha Soares
Elisângela Oliveira Viana
João Paulo Eufrazio de Lima
Lucas Limas de Vasconcelos
Maria Coeli Saraiva Rodrigues
Rafael Rodrigues da Costa
Rebeca Sales Pereira
Samuel de Carvalho Lima
Vicente Lima-Neto




Metodologia da pesquisa em Linguagem & Tecnologia: o estado da arte (Etapa I)


Duração: 2010 – 2011

Este projeto de pesquisa investiga as bases metodológicas adotadas nos estudos em linguagem e tecnologia no Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFC. O investimento se justifica por, pelo menos, duas razões. Primeiramente, no sentido de que estratégias metodológicas pensadas para o estudo de processos de recepção ou consumo não são necessariamente adequadas ou transponíveis para processos em que produção e recepção/consumo (de conteúdos midiáticos, por exemplo) são modos de participação simultâneos e mutuamente implicados. Em segundo lugar, no sentido de que a convergência das mídias (JENKINS, 2001; 2006) e das mensagens para uma mesma matriz tecnológica (digital) enseja algum tipo de convergência, não necessariamente pacífica, também nos interesses e métodos de pesquisa de diferentes campos disciplinares, o que trás ao primeiro plano a necessidade do mapeamento por nós proposto como um primeiro passo para a facilitação de pesquisas colaborativas e interdisciplinares em torno do tema. Sendo assim, com esse projeto, esperamos realizar o estado da arte (SOARES, 1987) em termos de temas, construção do objeto de estudo e de metodologia de pesquisa com base na catalogação das dissertações e teses produzidas no estado Ceará (com especial atenção, nesta primeira etapa da pesquisa, àquelas desenvolvidas no Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFC) envolvendo Práticas sociais da linguagem mediada pela tecnologia digital.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Ana Cristina Lobo-Sousa
Carla Poennia Gadelha Soares
Lucas Limas de Vasconcelos
Maria Coeli Saraiva Rodrigues
Rebeca Sales Pereira
Samuel de Carvalho Lima




A manifestação da afetividade através da hipermodalidade presente em buddypokes do orkut


Duração: 2009 – 2010

O Orkut tem se mostrado como um espaço de interação humana cada vez mais sofisticado, pois ali se formam muitas comunidades virtuais que usam variados gêneros para se comunicarem. Com a evolução da interface desse site de relacionamentos, surgiu o buddypoke, uma espécie de avatar em três dimensões que serve para que os orkuteiros comuniquem suas emoções e demonstrem traços de sua identidade. Assim, tendo como base os estudos sobre hipermodalidade e hipertextualidade desenvolvidos por Kress (1996), Araújo (2004) e Gomes (2007), a proposta deste projeto se fundamenta na tentativa de elucidar o papel dos buddypokes na representação da afetividade por meio da interação virtual (FONTES, 2007). Inicialmente, centraremos nossa atenção no surgimento da necessidade de representar características procedentes da interação face a face, como a representação da afetividade, materializada primeiramente no uso dos emoticons, combinação de sinais gráficos do teclado do computador usados para comunicar sentimentos dos internautas. Nossa hipótese é a de que esses emoticons começam a tornarem-se complexos em função de agregarem características hipermodais, tais como o movimento e o som, que funcionavam como fatores colaboradores para a constituição de significados. A partir do desenvolvimento das novas tecnologias digitais, amparado pelo melhoramento do suporte no que se refere à velocidade de conexão e ao aumento da capacidade de armazenamento dos dados, tornou-se possível a criação de aplicativos hipertextuais mais sofisticados, como o buddypoke. Quanto à geração e codificação dos dados, iremos extrair imagens de situações reais nas quais os sujeitos interagem através dos emoticons e do buddypoke. Esperamos que os resultados mostrem que as interconexões flagradas entre imagem-escrita nas interações virtuais permitam constatar a influência das características hipermodais para a constituição do caráter afetivo nas relações interpessoais em ambientes virtuais de interação humana.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Carla Poennia Gadelha Soares
Lucas Limas de Vasconcelos
Rebeca Sales Pereira




Práticas de linguagens na web: links entre gêneros, letramentos, hipermodalidade e convergências de mídias (Etapa I)


Duração: 2009 – 2010

O presente projeto integrado a ser desenvolvido pelo grupo de pesquisa Hiperged, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Linguística (PPGL), da UFC, nasce de um projeto anterior intitulado ?Gêneros digitais: relações entre hipertextualidade, propósitos comunicativos e ensino?, cujo início foi no ano de 2007 e se estendeu até o ano de 2008. Durante esses dois anos, o grupo conseguiu alcançar os objetivos a que se propôs, tais como refletir sobre a experiência da etnografia em ambiente digital com base nas técnicas da observação participante e de entrevistas; analisar as estratégias de hipertextualização nos gêneros digitais com base na identificação de seus propósitos comunicativos, bem como identificar os gêneros digitais mais utilizados no ensino a distancia (EaD) ambientados no TelEduc e no Moodle. Essa experiência já permitiu, até o momento, construir dados importantes produzidos e analisados em cinco dissertações de mestrado concluídas no grupo (ALMEIDA, 2007; SILVA, 2008; LIMA, 2008; LOBO-SOUSA, 2009; PEREIRA, 2009) e que estão sendo apresentadas e discutidas dentro e fora do PPGL, em eventos importantes. Neste novo projeto, objetivamos estudar as práticas discursivas digitais para compreender os gêneros e os eventos de letramento que emergem dessas práticas. Entendemos que as práticas de linguagem na web demandam gêneros próprios que precisam ser sistematizados, para sua melhor compreensão e utilização. Metodologicamente, iremos gerar dados por meio da pesquisa etnográfica aplicando, entre outras técnicas, a observação participante. As análises oriundas desse processo nos ajudarão a colaborar com os estudos da linguagem tentando elaborar categorias teóricas que auxiliem na tarefa de conhecer e compreender os fenômenos relativos às práticas de linguagens na web e o ensino a distância por computador.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Ana Elisa Ribeiro
Antônia Dilamar Araújo
Bernardete Biasi-Rodrigues
Denise Bértoli Braga
Messias Holanda Dieb
Rodrigo Camargo Aragão




Gêneros digitais: relações entre hipertextualidade, propósitos comunicativos e ensino (Etapa II)


Duração: 2008 – 2009

O projeto desenvolvido pelo grupo de pesquisa HIPERGED intitulado ?Gêneros digitais: relações entre hipertextualidade, propósitos comunicativos e ensino?, iniciado no ano de 2007, passa para sua segunda etapa de execução. No ano anterior, nossa equipe conseguiu desenvolver parte dos objetivos a que nos propomos, tais como refletir sobre a experiência da etnografia em ambiente digital com base nas técnicas da observação participante e de entrevistas; analisar as estratégias de hipertextualização nos gêneros digitais com base na identificação de seus propósitos comunicativos bem como identificar os gêneros digitais mais utilizados no ensino a distancia (EaD) ambientados no TelEduc e no Moodle. Essa experiência já nos permitiu, até o momento, a construir dados importantes que começam paulatinamente a serem apresentados e discutidos dentro e fora do grupo. À luz desses dados e das muitas leituras feitas no ano passado, nosso projeto passa, nessa nova etapa, a focalizar basicamente quatro palavras-chave: (1) hipertexto, (2) comunidades discursivas virtuais, (3) mediação pedagógica e hipertexto no EaD e (4) footing em fóruns educacionais. Cada uma dessas palavras-chave gerou quatro subprojetos filiados ao projeto-mãe. Assim, nesta segunda etapa da pesquisa, passaremos a considerar de relevância esses quatro conceitos, os quais terão sua discussão aprofundada por quatro mestrandos nos referidos sub-projetos, sob minha orientação no Programa de Pós-Graduação em Lingüística (PPGL).

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)




Gêneros digitais: relações entre hipertextualidade, propósitos comunicativos e ensino (Etapa I)


Duração: 2007 – 2008

As práticas discursivas digitais geram eventos de letramento novos, por isso, demandam gêneros próprios que precisam ser sistematizados, para sua melhor compreensão e utilização. Conscientes disso, os estudiosos da linguagem tentam elaborar categorias teóricas que os ajudem na tarefa de conhecer e compreender tais fenômenos. Do emaranhado de temas discutidos hoje sobre o domínio sócio-discursivo da Internet, emerge uma categoria que ainda provoca controvérsias entre os pesquisadores: trata-se do conceito de hipertexto para o qual lançaremos um olhar especial nesta pesquisa, pois entendemos que ele representa a característica mais saliente da esfera digital. Sendo assim, ao propor esse estudo, partimos da suposição de que as estratégias de hipertextualização presentes nos gêneros digitais, de alguma forma, estão relacionadas aos seus propósitos comunicativos. O presente projeto, que está vinculado aos interesses do Grupo de Pesquisa PROTEXTO e, por isso, ao Núcleo de Estudos de Língua Materna (NELME) e ao Programa de Pós-Graduação em Lingüística (PPGL) do Departamento de Letras Vernáculas (DLV) da UFC, pode contribuir com os estudos de duas linhas de pesquisa do PPGL: Práticas discursivas e estratégias de textualização e Lingüística Aplicada. Naquilo que concerne à primeira linha de pesquisa, o projeto pretende colaborar com os estudos relativos ao hipertexto e às peças genéricas que se constroem na hipertextualidade e a partir dela. Como já foi dito em um trabalho anterior, estudar o hipertexto e os gêneros que carregam suas marcas ?é, hoje, um imperativo para os lingüistas, pois as práticas discursivas na Internet cada vez mais se espraiam e ganham adeptos, o que por si, já sugere a relevância deste objeto para o crescimento de pesquisas relativas ao discurso? (ARAÚJO, 2005, p. 108). Desta maneira, acredito que a sistematização das análises feitas sobre os gêneros digitais pode lançar luzes para que se conheça melhor o hipertexto como uma maneira digital de enuncia.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Ana Cristina Lobo-Sousa
Antônia Dilamar Araújo
Bernardete Biasi-Rodrigues
Denise Bértoli Braga
Francisca Mônica da Silva
João Paulo Eufrazio de Lima
Márcia Ribeiro
Messias Holanda Dieb
Vicente Lima-Neto




PRADILE – Práticas Discursivas, Linguagens & Ensino


Duração: 2005 – 2006

A grande área Lingüística, Letras & Artes, tal como postula o CNPq, constitui um espaço plural para o qual convergem muitos fenômenos da linguagem. Para dar conta das possibilidades de pesquisa que ela demanda é preciso elaborar projetos articulados em grupos de pesquisa. Neste sentido, criamos o PRADILE o qual objetiva desenvolver estudos sobre a diversidade das práticas discursivas e suas linguagens nas diversas esferas de comunicação. As pesquisas não deixaram de focalizar a complexa migração desses fenômenos para a escola, de maneira que alguns dos projetos do grupo estudaram as implicações/aplicações dos fenômenos de linguagem ao ensino de língua materna, de literatura e de língua estrangeira. Os projetos desta Base de Pesquisa se articulam quanto aos aspectos teóricos, pois partem de uma base epistemológica comum na qual a língua é um lugar para onde convergem e divergem as interações sociais, forjando práticas discursivas variadas que vão de situações corriqueiras a práticas institucionais. Assim, os discursos ali engendrados organizam práticas linguajeiras que se materializam em uma linguagem estética, no caso do discurso literário e/ou outras linguagens, como a pedagógica, a digital, o que fortalece a crença do grupo segundo a qual a língua é heterogênea. Quanto aos aspectos metodológicos, a opção é pela pesquisa qualitativa, já que todos os autores desejam construir compreensões acerca dos fenômenos de linguagens por eles estudados. Imbuído dessas concepções, o PRADILE prevê algumas repercussões, como a criação de um banco de dados para servir de estudos futuros e a luta por bolsas de iniciação científica para envolver os alunos da graduação na pesquisa. Ademais, estabelecer parcerias com outros grupos. Prever-se a criação de uma revista virtual com ISSN para divulgar os resultados das nossas pesquisas, além da organização e publicação de livros, a criação e a manutençãode ciclos de debates abertos ao público, bem como a organização de eventos.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coodenador)
Dinete Batista de Almeida
Francisco Cesimar Alves Barros
João Batista da Costa Júnior
Maria da Conceição de Lima
Milton Guilerme Ramos
Wellington Mendes




Projeto TERMIREDES – Terminologia das Redes Sociais no Brasil (Etapa II)


Duração: 2015 – 2017
O Projeto Terminologia das Redes Sociais no Brasil (TERMIREDES) se constitui em uma pesquisa cuja finalidade é a de levantar dados que nos permitam discutir sobre as características constitutivas da terminológica das redes sociais digitais. Na continuidade do projeto, em sua fase 2, os objetivos a que nos propomos alcançar são: reconhecer as fraseologias especializadas que são típicas dos tutoriais de redes sociais; verificar o comportamento dessa unidades em relação a características linguísticas; e contribuir para uma maior especificação do conceito de fraseologia especializada. Tal como na fase 1, este projeto conta com a participação direta do Prof. Dr. Márcio Sales Santiago, pesquisador do CNPq/Funcap modalidade Desenvolvimento Científico Regional (DCR), com formação na área de Terminologia e pós-doutorando em Linguística no PPGL/UFC, sendo também responsável pelo TERMIREDES e pela coorientação do bolsista de Iniciação Científica.
Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Juliana Bicalho Pinto
Márcio Sales Santiago




Projeto REGE – Reelaborações de Gêneros em Redes Sociais (Etapa III)


Duração: 2013 – atualmente
Na linha do estudo da reelaboração de gêneros em redes sociais trazida pelo projeto REGE, o qual nos mostrou uma área vasta e interessante de ser estudada, identificamos anteriormente nas duas primeiras fases os principais gêneros utilizados em uma estratégia de reelaboração e seu estado de emergência e também como os usuários utilizavam esses gêneros reelaborados para conceber uma imagem de si através das estratégias de construção de significados representativos/aparentes, orientacionais e organizacionais nas redes sociais Facebook e Twitter. Os resultados extraídos da segunda fase nos levaram a conclusão de que os usuários não só utilizavam as três estratégias de construção de significados em suas reelaborações, a fim de passar uma imagem quase sempre positiva de si, como também se utilizavam de um gênero específico para a transmissão de certa mensagem identitária. Além disso, percebemos que seria interessante um estudo mais aprofundado dos perfis voltados para um determinado público, ou seja, aqueles que são utilizados para um fim especial, que tem uma ideologia, e os perfis pessoais de usuários, para que se possa estudar a coerência entre a mensagem publicada através do gênero escolhido e seu propósito na rede. Essa escolha sinaliza para um estudo que investigue como se dá a construção do Self em perfis distintos. Partindo dos resultados a que chegamos na segunda fase do projeto, julgamos ser de relevo para o amadurecimento de nossa pesquisa nos perguntarmos agora: Como os perfis voltados para um determinado público e perfis pessoais, comparativamente, utilizam-se de escolhas hipermodais de construção de significados e de escolhas genéricas na criação de um Self social? Esta pergunta norteadora nos permitirá analisar as táticas discursivas de construção e manutenção do Self através das três estratégias de construção de significados trazida na segunda fase da pesquisa a partir da teoria da hipermodalidade de Lemke (2002). Segundo este autor, os significa.
Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Francisca Zilmara dos Santos Silva
Rafael Rodrigues da Costa
Robson Santos de Oliveira
Sayonara Melo Costa
Vicente Lima-Neto




Projeto REGE – Reelaborações de Gêneros em Redes Sociais (Etapa II)


Duração: 2012 – atualmente
Na primeira parte do Projeto REGE, dedicamo-nos a estudar os processos de reelaborações de gêneros nas redes sociais, procurando identificar os principais gêneros em estado de emergência. Um dos dados mais salientes na primeira fase da pesquisa, mas que não foram analisados, diz respeito às estratégias hipermodais mobilizadas pelos sujeitos para investir na construção de suas imagens tanto no Facebook quanto no Twitter. Em função disso, a questão norteadora dessa nova fase do projeto de pesquisa é: como os utentes de redes sociais na internet engendram imagens de si no processo de reelaborações de gêneros no Facebook e no Twitter? Tal questão nos impulsa ao objetivo geral de descrever as representações do eu no processo de reelaborações de gêneros nas redes sociais, considerando os processos hipermodais de construção de sentidos que passam pelas funções representacional, orientacional e organizacional das mensagens. A hipótese básica nele defendida é a de que as imagens de si que emergem do processo de reelaboração de gêneros nas redes sociais se traduzem por meio dos recursos hipermodais que se dão na construção de significados aparentes, performativos e organizacionais. A base teórica do projeto está abancada no interacionismo simbólico de Goffman (1974; 1999), portanto numa das vertentes da Pragmática Linguística, e na teoria da hipermodalidade de Lemke (1998; 2002a; b). Os dados que serão analisados à luz dessas teorias serão construídos por meio de práticas etnográficas nas redes sociais, conforme preveem Hine (2000; 2005; 2010) e Fragoso, Recuero e Amaral (2011).
Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Ana Cristina Lobo-Sousa
Benedito Gomes Bezerra
Elisângela Oliveira Viana
Halysson Oliveira Danta
João Paulo Eufrazio de Lima
Nukácia Meyre Silva Araújo
Rafael Rodrigues da Costa
Reinildes Dias
Robson Santos de Oliveira
Sayonara Melo Costa
Ucy Soto
Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva
Vicente Lima-Neto




Projeto AMEA – Aspectos Multimodais da Escrita Acadêmica (Etapa I)


Duração: 2012 – atualmente As questões norteadoras deste projeto de pesquisa são: 1) Que tipos de significados podem ser construídos através da combinação de signos verbais, visuais e de outros sistemas semióticos nos textos acadêmicos?; 2) Como os estudantes se percebem nesse processo de construção de significados? Essas questões são feitas com o objetivo geral de analisar os aspectos multimodais na escrita acadêmica de estudantes de graduação, considerando os processos de construção de significados e sua percepção desse processo. Sendo assim, as hipóteses básicas nele defendidas são: 1) A combinação dos aspectos multimodais na escrita acadêmica dos alunos aponta para significados aparentes, performativos e organizacionais; 2) A percepção dos estudantes no processo de construção de significados, em parte, depende da consciência que passam a ter dos significados aparentes, performativos e organizacionais subjacentes aos usos dos recursos multimodais de suas produções. Os dados serão coletados nas aulas de Leitura e Produção de Textos Acadêmicos, disciplina que ministro na graduação em Letras da UFC, e serão sistematizados e analisados à luz da a semiótica social de Kress; Van Leeuwen (1996) e Lemke (1998; 2002a; b). De posso dos dados, teremos dois momentos de análise: 1) Descrever os significados aparentes, performativos e organizacionais da escrita acadêmica dos alunos, considerando a combinação dos aspectos multimodais em sua escrita. 2) Analisar a percepção dos estudantes no processo de construção de significados aparentes, performativos e organizacionais na escrita acadêmica por meio de suas estratégias de composição visual em seus textos.
Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Alcilene Aguiar Pimenta
Fabiana Komesu
Regina Cláudia Pinheiro
Samuel de Carvalho Lima




Projeto Interinstitucional REDES SOCIAIS


Duração: 2012 – atualmente Este projeto coletivo está baseado no Plano de trabalho do GT Linguagem e Tecnologia da ANPOLL, cujos pesquisadores estão empenhado em desenvolver investigações sobre as redes sociais em todos os programas de pós-graduação de que participam como docentes. Os resultados dessas pesquisas serão apresentados durante o 29º ENANPOLL – Encontro Nacional da ANPOLL 2014. Os trabalhos serão sistematizados para compor um livro de referência para Linguística Aplicada brasileira. Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Ana Elisa Ribeiro
Dánie Marcelo de Jesus
Eduardo Junqueira
Fabiana Komesu
Janaina Weissheimer
José Vilson Leffa
Kátia Cristina do Amaral Tavares
Kyria Rebeca Finardi
Luiz Fernando Gomes
Marcelo El Khouri Buzato
Núbio Delanne Ferraz Mafra
Nukácia Araújo
Rafael Ventromille-Castro
Raquel da Cunha Recuero
Rodrigo Camargo Aragão
Valdir Silva
Vera Lúcia Menezes de Oliveira e Paiva





Projetos em andamento

Projeto LETRAS – Letramentos Acadêmicos (Etapa II)


Duração: 2016 – atualmente Em sua segunda fase, o Projeto LETRAS tem o interesse de relacionar os aspectos ocultos dos letramentos acadêmicos com a cultura disciplinar de estudantes bolsistas PIBIC de dois cursos da Universidade Federal do Ceará: o Curso de Letras e o Curso de Economia. Para isso, fundamentamo-nos nos conceitos de culturas disciplinares de Hyland (1997; 2000; 2009); gêneros de Swales (1990; 2004) e de letramentos, a partir da perspectiva dos New Literacy Studies concebida nos estudos de Street (1984; 1988) e colaboradores. Nesse aspecto, com a segunda fase da pesquisa, revisitaremos a própria noção de academic literacies de Lea; Street (2006) e aspectos escondidos (Street, 2010) e/ou ocultos dos letramentos acadêmicos de Corrêa (2011), Komesu (2012) e Komesu; Gambarato (2013) para associá-los à noção de culturas disciplinares. A metodologia será de base qualitativa com contornos etnográficos e mobilizará como técnica de geração de dados a criação de um grupo de discussão no Facebook, entrevistas semiestruturadas e coleta de gêneros produzidos pelos bolsistas dos dois cursos.
Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)
Andréia Turolo da Silva
Bruno Diego de Resende Castro
Emanoel Barbosa de Sousa
Francisco Rogiellyson da Silva Andrade
Janyele Gadelha de Lima
Messias Holanda Dieb
Regina Cláudia Pinheiro




Projeto REGE – Reelaborações de gêneros nas redes sociais (Etapa VI)


Duração: 2016 – atualmente

O Projeto Reelaborações de gêneros em redes sociais (REGE) passa para sua sexta etapa. Na etapa anterior, tivemos o objetivo de analisar a resenha de livro no âmbito das redes sociais digitais Skoob e YouTube, considerando as estratégias de distribuição de informações na resenha escrita publicado no Skoob em comparação com a resenha oral publicada em forma de vídeo no BookTube, a qual chamamos de vídeo-resenha. Na etapa atual, nosso olhar se voltará para as comunidades discursivas que praticam as vídeo-resenhas razão pela qual o objetivo será́ verificar se os agrupamentos humanos ambientados no Skoob e no YouTube podem ser considerados como comunidades discursivas, nos termos de Swales (1990; 1992). Teoricamente nos apoiaremos na
teoria de gêneros de Swales e seus seguidores, sobretudo nos estudos que aplicaram a teoria desse autor em gêneros e comunidades discursivas do meio digital (COSTA, 2010; ARAÚJO, 2016). A metodologia adotada será́ de cunho etnográfico pois, por meio dela, poderemos fazer a descrição das comunidades discursivas, aplicando os critérios estipulados por Swales.

Integrantes:
Júlio César Araújo (coordenador)